domingo, 8 de maio de 2011

os dois lados...

 




 


  Como se chega a algum lugar? Como se toma as decisões certas? Como se consegue distinguir qual é a estrada do sucesso ou a do fracasso?
   Durante muito tempo de nossas vidas nos preocupamos com estas perguntas, principalmente, em como tomar as decisões certas. Depois de muito tempo descobrimos que, quando falamos de ideais de vida, de sonhos, não há decisões certas ou erradas. O que há são escolhas.
   As esolhas estão sempre â nossa volta. A todo momento elas nos cobram decisões. Comprar aquele carro agora, ou esperar mais um pouco, casar e assumir compromissos, ou continuar solteiro e livre de preocupações demasiadas são exemplos de escolhas que temos de tomar em determinadas circunstãncias da vida, e essas que foram citadas são as "fáceis", porém, há escolhas muito mais complexas. Um jovem que dedica boa parte da sua energia e jovialidade aos estudos, abdicando-se de muitos prazeres carnais e de até mesmo construir uma familia naquele momento faz uma escolha. Uma pessoa que decide dexar o lugar onde nasceu atrás de melhores oportunidades, e consequentemente deixa paixões, amores e a saudade no peito, tanto seu quanto nos de seus familiares faz uma escolha. Estas pessoas são obrigadas, por uma sequência de fatores, a tomar decisões, quase que a todo instante: Estudar, ou sair com os amigos? Adquirir informação a respeito de determinada matéria, ou ir a uma reunião de família? Ir a uma reunião na Empresa ou sair com a esposa e os filhos? Todos somos reféns de nossas escolhas, e não há um modelo, um padrão para nos mostrar quais são as escolhas certas ou erradas. Se eu escolher apostar Um Real na loteria e ficar milhonário, nada garante que você também ficará, mesmo que aposte Cem Reais. E, caso isso tivesse acontecido, baseado em quê eu teria tomado essa decisão? Acaso, eu teria tido algum tipo de visão, ou alguma voz talvez me dissesse o que fazer? Que voz seria essa? Intuição? Deus?
   Intuição, Deus, voz do Além... Tudo isso são palavras. são o que a gramática chama de substantivos, que como a própria gramática define, são palavras que usamos para classificar coisas substanciais, sem teor físico ou provas irrefutáveis, e por ai vai. Eu procuro não me apegar as palavras, mas a essência, ao sentido que elas carregam em sí.
   Acredito em Deus, mas não no deus de religião tal, pois cada povo "batizou" Deus à sua própria conveniência: Javé, Jeová, Allah...Exceto pelos Judeus, que constituiram seu alfabeto baseado no tetragrama, ou seja, as quatro letras que formam o nome de Deus, todos os outros deuses que conhecemos receberam nomes de acordo com o idioma usado pelos povos que os cultuaram ou cultuam até hoje.       Acredito num Deus que está além de nomes, crenças, religiões, mas não acredito que Ele seja responsável por isso ou aquilo que fazemos, ou que nos acontece. Acredito que todos nós temos um propósito, e temos o direito de escolha, ou seja, o livre-arbítrio, para decidir-mos seguir dentro daquele propósito ou não.
   O bem ou o mal que nos acontece também é fruto de nossas escolhas, como quem escolhe beber antes de dirigir, dizendo para sí mesmo que nada vai acontecer, e acaba arriscando sua vida e a de outrem, ou um jovem atormentado ( ou amaldiçoado) por distúrbios psiquicos ( ou demônios, tanto faz o nome ou a classificação que se dá), que decide vingar as humilhações que sofreu atirando em crianças indefesas numa escola. Em ambos os casos, um já "corriqueiro", e o outro inusitado e recente, havia um propósito, mas ambos escolheram "caminhos errados" por um fato comum: é sempre mais fácil tomar a decisão errada, ou, de acordo com a definição de propósito, sair dele do que permanecer nele.
   Porque isso acontece? porque, se existe um Deus e Ele é "bom", porque permite que isso aconteça? Simples: Nós Escolhemos. E porque caminhar "dentro do propósito" é tão difícil, a ponto de muitos desistirem, ou passarem a praticar o mal aos seus semelhantes? A resposta também é símples: Não há vitória sem derrota. Não há superação sem dificuldade. Não há perfeição sem imperfeição.
   Imaginem se Jesus tivesse descido da cruz: Qual certeza teríamos hoje (pelo menos, aqueles que acreditam) de que se pode vencer a morte? Isto nos traz a definição de como seguir o caminho que leva ao sucesso: Aceitar as dificuldades, e encontrar formas de superá-las.

   "Se alguem quiser vir após mim, a sí mesmo se negue. Dia a dia tome a sua cruz e siga-me."
                                                                                              Jesus Cristo (Lucas 9 ver. 23)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Voa, voa, passarinho...

Voa, voa, passarinho, vai voar
Pelos quatro cantos à cantar
Assobiando aos ventos
Tudo que te faz chorar.

Voa, voa, passarinho, vai ao longe
Deixe na lembrança apenas um bater de asas
Uma pena e uma melodia
Acalentando esperanças de um dia voltar.

Voa, voa, passarinho
Afinal, és Senhor da liberdade
Sem gaiolas à encarcerar
Sem mãos a te tocar

Só um resquício, um desejo
De te ver cantando
De não mais chorar
De te ver pousar

Ah, se tu soubesses o preço
De tua liberdade...
Ah, se tu soubesses
Que não há cor em tua ausência...

Voa, voa, passarinho
O que há de se fazer?

Tolice de quem imagina que uma gaiola
Pudesse te conter...


ELIEZER J.SANTOS

terça-feira, 15 de março de 2011

Azul...



  Nunca a vida foi tão azul
Não sabia o que era céu
E o que era mar
Não havia linha do horizonte
Apenas o azul


Imenso e límpido azul
Cheio de vida
A tartaruga bailando nas ondas
Me convidando a dançar
No rítmo calmo e contínuo 
Da Costa Azul


E a baleia?
Formosa e bela à me mostrar
Os encantos do lugar
Advinha a sua cor?
Paraíso para poucos
Paraíso para mim
Paraíso...
Saudoso azul.



ELIEZER J. SANTOS

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Paisagens de outono


 
Por detrás das nuvens que passam velozes
 Há um segredo.
 Por detrás das folhas que caem mortas
 Há uma lembrança.
 
 Há um resquício
 Do verde oliva
 Dos olhos brilhantes
 Cheios de esperança.
 
 Paisagens de outono me lembram você
 Em tons entristecidos de cinza e marrom.
 Olho da janela o horizonte a me ludibriar
 Relembro o passado, se ruim ou bom.


ELIEZER J. SANTOS

De volta...



Vida
Estrada
Estrada da vida
Caminho incerto e tortuoso

É preciso fazer
O que preciso for
É preciso distanciar
Não se deixar levar

Estradas de luz
E de perdição
Deixar o que se gosta
Deixar quem se gosta

Por um bem maior...

A vida não espera
Que os sonhos se realizem
É preciso mantê-los vivos.
É preciso buscá-los todo o tempo.

Há felicidade sem sonho?
Há sonho sem felicidade?

ELIEZER J. SANTOS



N/A: Saudações, caros amigos. depois de um período me dedicando aos estudos, estou voltando a publicar em meu blog. Agradeço muito o carinho e conto com a compreensão de todos. grande abraço.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Nunca pensei...




Nunca pensei
Logo por você
Evitava pensar
Não podia imaginar...


Logo você
Tão distante de mim
Proibida para mim
Como pôde acontecer?


Invadia meus sonhos
Tomava meus pensamentos
Viajava no teu sorriso
Queria tuas carícias para mim...


...Sem poder querer.


O amor foi maior
Que minha lealdade
Que minha desconfiança
Que meu medo de amar.


Como resistir a tua luz?
Como resistir a tua beleza?
Como fugir dos teus carinhos?
E enganar a mim mesmo...


E você mostrando que era verdade
O que eu não queria acreditar
O que eu não poderia imaginar
O que eu me recusava a aceitar.


O teu amor
O mais sublime amor
O presente do Senhor
O amor que você guardou...


...Só pra mim.




n'sync_ this i promise you

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

1993...

Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade.


Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e seqüestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.


Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é anormal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.


Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.


Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera -
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição

LEGIÃO URBANA_PERFEIÇÃO
Autoria: Renato Russo


  Faça uma profunda reflexão sobre a letra dessa musica, especialmente as palavras em negrito,
e responda para si mesmo: alguma coisa mudou ESSENCIALMENTE nestes 17 anos, ou aconteceram somente mudanças superficiais, e o país encontra-se SUBSTANCIALMENTE IGUAL a 17 anos atrás?

domingo, 26 de setembro de 2010

Por que eu te amo



Te odiei quando disseste
"Vai-te embora!"
Te odiei quando disseste
"Tenho outro alguém"
Te odiei quando ouvi de ti
Para eu ser feliz com outra pessoa
Te odiei quando vi tuas fotos
Feliz ao lado dele
Odiei-os quando os vi 
De mãos dadas
E ainda me perguntas 
Por que eu te amo?


Te perdoei quando disseste
"Me perdoa!"
Acreditei em tuas lágrimas
Enxuguei-as uma a uma
Acreditei nos teus motivos
Engoli meu orgulho
Voltei a sorrir com teu sorriso
Voltei a me ver em teu olhar
Fingi acreditar em tuas mentiras
Deixei a dor só para estar
Ao teu lado
E ainda me perguntas
Por que eu te amo?

ELIEZER J SANTOS

coldplay_yellow
Pesquisa personalizada